© 2019 Senador Sérgio Petecão -  Desenvolvido por Linnyki Fernandes

Petecão “não trabalho sob pressão e só funciono com diálogo”

Na entrevista exclusiva ao jornal A GAZETA, Petecão fala dos seus planos de atuação no Senado, das críticas que tem recebido de alguns setores da imprensa acreana, da relação com o Governo Dilma (PT) e das próximas eleições municipais. Petecao1302 CCJ e a liderança do PMN O senador está satisfeito com as posições políticas que conseguiu dentro da Casa. “Quando cheguei ao Senado encontrei um clima propício para trabalhar. Na campanha paguei um preço muito alto por conta das pessoas dizerem que eu poderia prejudicar o Estado e que não estava preparado para assumir um cargo tão importante. Nunca me preocupei com isso e nem me amedrontei. Nos quatro anos como deputado federal consegui fazer um bom círculo de amizades e conhecer pessoas com expressão na política nacional. A realidade é que colhi no Senado o que plantei na Câmara Federal. A minha relação com o PMDB do Acre me ajudou na amizade com o Sarney e o Renan Calheiros. Isso com certeza está facilitando a minha ação”, afirmou. Bloco de apoio à Dilma Apesar de na campanha eleitoral, Petecão, ter apoiado o candidato Serra (PSDB), as voltas que a política dá o levaram para um bloco de apoio da presidente petista Dilma Rousseff. “Nunca recebi um telefonema do PSDB nacional. Tive uma mão estendida foi do PMDB. Por isso, entrei numa articulação com o PMDB, o PP e o PSC. Fizemos um bloco que é o maior do Senado com 33 senadores e sou vice-líder. A minha relação com o Renan me ajuda muito. Não quero ser o melhor senador, mas fazer o meu trabalho. Estou deixando claro que não tenho nenhum problema em votar em qualquer projeto que seja do interesse do meu país e do Estado. Tenho problema em me relacionar com o PT é no Acre”, garantiu.

Apesar de participar do bloco de apoio, Petecão, faz algumas ressalvas. “Vou apoiar a Dilma em alguns projetos que entender serem importantes, mas não vou votar favorável em todos. Fiz questão de frisar sobre a minha posição desde o princípio. Isso não significa dizer que vou ser oposição a Dilma. Nenhum parlamentar do Acre pode se dar ao luxo de fazer oposição por fazer. Tenho que ter responsabilidade. Apoio prefeituras que dependem das minhas emendas como Cruzeiro do Sul, Senador Guiomard e Bujari. No meu trabalho como deputado federal apoiei todas as prefeituras do Acre independente dos partidos e vou fazer o mesmo agora. Mas fora do meu pensamento qualquer tipo de pressão. Só funciono no diálogo e se for por esse caminho qualquer relação política dará certo”, ressaltou. Relação com a FPA Petecão garante que não tem nenhum tipo de problema pessoal com as principais lideranças da FPA. “Fui muito bem recebido pelo governador Tião Viana (PT) numa recente visita. Coloquei o mandato à disposição do Acre porque acima dos interesses do Petecão e do Tião Viana está o interesse da população. Inclusive, nessa semana recebi um telefonema dele ponderando sobre o meu discurso na tribuna do Senado sobre a situação da dengue. Eu disse que apesar do esforço do Governo a dengue em Rio Branco continua alarmante. Ele me disse que me enviará os números oficiais que mostram uma redução na doença. Se mandar vou divulgar com o maior prazer. Aliás, a minha felicidade seria fazer um discurso afirmando que o Acre está livre da dengue”, argumentou.

Indagado sobre quais indicadores utilizou para falar sobre a dengue no Senado, Petecão, retrucou: “a base foi o Jornal Nacional, as reclamações que recebo e as informações do Ministério da Saúde de que o Acre é o número 1 em casos de dengue. Hoje mesmo vou ao Taquari fazer uma visita a um lugar que tem um espaço que é um criadouro do mosquito. Nós temos que trabalhar uma ação preventiva para que no próximo ano a atual situação não se repita”, apregoou.

Quanto aos outros dois senadores do Acre, Jorge Via-na (PT-AC) e Aníbal Diniz (PT-AC), Petecão avisa que não tem nenhum tipo de problema. “Eles são meus vizinhos de gabinete. Não tenho nada contra o Aníbal e o Jorge porque cada um vai fazer o seu trabalho e lá na frente a gente vai se encontrar pelos interesse do Acre”, afirmou. Eleição municipal A oposição acredita num favoritismo para a próxima eleição de 2012, na Capital. Por conta disso, já existe uma tímida disputa interna entre os principais atores oposicionistas. Petecão, explicou a sua posição: “já tive conversas com o Flaviano Melo (PMDB-AC), o Calixto (PSL) e o N. Lima (DEM) para que nós pudéssemos tomar um fôlego antes de discutir esse tema. É preciso primeiro estruturar os partidos. Quero um tempo para dar uma articulada no Estado todo. Depois da eleição ainda não visitei todos os municípios acreanos. Nós não podemos discutir apenas a prefeitura de Rio Branco. O meu acordo é para abrir esse debate depois de junho”, salientou.

Algumas lideranças oposicionistas costumam dizer que o candidato de Petecão à prefeitura de Rio Branco é o Tião Bocalom (PSDB). O senador nega. “Tenho a maior admiração pelo Márcio Bittar (PSDB-AC) que é uma grande liderança apesar de alguns jornalistas tentarem semear a discórdia no nosso grupo. Não tem briga nenhuma. Esses dias o Bocalom visitou o Márcio junto com o Normando Sales. Agora, nós estamos numa situação confortável. Há dois ou três anos na oposição não tinha lideranças que quisesse disputar as eleições. Hoje temos duas lideranças em Rio Branco que é o Márcio e o Bocalom e aparecerão outras. Isso é bom para o processo democrático. Antes tinha que forçar o sujeito a ser candidato. A eleição do Senado foi mais ou menos assim. Ninguém queria e tive que ir para o sacrifício e deu certo”, ponderou.

Eleição 2014 Quando a pergunta se refere à possibilidade de Petecão disputar o Governo do Acre em 2014, ele brinca: “apesar da minha cabeça ser um pouco avantajada ela não tem a potência de armazenar compromissos para daqui a quatro anos. Mas para nós que estamos na política tudo é possível. Não posso querer ser o bam bam bam. Vamos deixar o tempo mostrar as coisas. Tenho que fazer um bom papel no Senado. Mal começou o meu mandato e já tenho pego um tiroteio enorme e as coisas mudaram no meu rumo. O pessoal precisa entender que não vou resolver os problemas do Acre em 10 dias”, ironizou. Denúncias Recentemente foi divulgado que Petecão seria o deputado federal que mais tinha gasto. Ele contesta: “a verba indenizatória é igual para todos os deputados. Lamento que membros da imprensa movidos por interesses que nem sei quais sãos publicam matérias assim. Não tenho como gastar a minha verba indenizatória com bebida alcoólica e passagens. Tirei 10 dias de férias em Maceió e aproveitei para fazer uma articulação política. Mas estou tranqüilo porque as nossas contas estão no Portal da Transparência. Todos os parlamentares gastaram. Claro que gastei mais no final porque tinha uma reserva para investir na divulgação do meu mandato”, defendeu-se. O teste do Senado Petecão afirmou que pretende pisar com suavidade no seu novo cenário político. “O Senado é uma escola para aprender porque temos nomes de expressão nacional. Vou trabalhar muito para ter um bom mandato, mas estou preparado para as nuvens pesadas que poderão vir. A gente vira vidraça da noite para o dia. É difícil passar pelo Senado e sair totalmente ileso. Quero terminar o mandato sem estar envolvido em nenhum tipo de falcatrua e escândalo”, finalizou