Oposição se une para defender resultado do referendo

O autor do projeto de referendo, deputado Flaviano Melo (PMDB), desde a semana passada denunciou publicamente as pressões que a Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert), e Rede Amazônica vem exercendo contra o resultado do referendo. Numa reunião no gabinete do senador Petecão em Brasília, as empresas declararam que mesmo com a aprovação da CCJ, o referendo era legalmente frágil e podia ser contestado na Justiça. E ainda pediram a elaboração de um novo projeto de lei para a ratificação do referendo, o que foi prontamente descartado tanto por Petecão quanto por Flaviano. As atenções agora se voltam para a próxima reunião da CCJ na quarta-feira, que pode ser decisiva para o desfecho da verdadeira queda-de-braço que se tornou o resultado do referendo.


Os líderes da oposição ,aliás, não descartam um mandado de segurança para garantir o resultado da consulta popular e voltam a lembrar que para a Justiça Eleitoral o resultado do referendo já estaria valendo depois da homologação pelo Tribunal Superior Eleitoral(TSE). A idéia agora é mobilizar população e políticos com mandato para pressionar os integrantes da CCJ a fim de que confirmem a vontade popular expressa nas urnas. O objetivo declarado é evitar a qualquer custo uma articulação oficial de última hora que venha a modificar a votação favorável dos senadores e garantir, assim, a implantação definitiva do resultado do referendo. Com isto, o presidente do Senado Federal, José Sarney, poderia assinar finalmente o Ato Declaratório e evitar manobras de adiamento para a implementação da nova mudança de fuso.


Para a oposição, não poderá haver espaço para articulações de bastidores que modifiquem a vontade popular. ”Qualquer tentativa neste sentido viria a afrontar a franca vontade da maioria de uma população que de forma livre e espontânea se manifestou pelo retorno do antigo horário”, sentenciou Flaviano. Já para o senador Petecão , não há o que discordar acerca de uma questão que foi amplamente nas ruas e sacramentada nas urnas.”É uma questão de respeito a uma decisão popular reconhecida pela Justiça”. A oposição promete uma ampla mobilização popular em todos os quadrantes do Estado, utilizando até mesmo as redes de comunicação social para chamar a atenção do povo “para um momento de decisão histórica no Acre”.

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